quarta-feira, 6 de maio de 2015

CHIBATA PRETA

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CHIBATA PRETA


Quem é que não se lembra
De uma negra, CHIBATA,
Que morava na Estação
E cozinhava em uma lata?

Eu vinha de Chã de Areia,
Por Figueiredo passava,
E chegando na Estação
Chibata Preta encontrava!

Conhecida por Chibata,
Chibata, Chibata Preta,
A pobrezinha, coitada,
Não tinha posses nem letra!

Era uma pobre indigente
Que morava bem ao léu;
Tinha por cama o chão
E por cobertor, o céu!

Era um amontoado de lixo
Na margem daquela rua;
Era a “casa” da Chibata
Iluminada pela lua...

E por que “Chibata Preta”,
Também queres entender?
N'era porque tinha u'a chibata
Pra si mesma defender.

Era porque a pobrezinha,
Que cozinhava em uma lata,
Era magra e pretinha
Parecendo uma chibata!...

Era a Chibata Preta
Conhecida no Pilar
E também da região
Que vinha nos visitar.

Era o terror das crianças
Aquela negra Chibata,
Que morava na Estação
E cozinhava em uma lata!...

Mas um dia a pobrezinha
Partiu da nossa cidade,
Pois passava frio e fome,
Tamanha necessidade!

E Pilar inda se lembra,
E alguns sentem saudade
Daquela mulher pretinha...
Que partiu pra eternidade!

(de meu livro "Um Juntador de Palavras" - pulicado em 2003)

Foto de Chibata Preta cedida pela amiga pilarense Rosani Souza

HINO OFICIAL DE PILAR- cantado por José Cosmo de Souza

HINO OFICIAL DE PILAR - cantado por Jordânia Borges